Apoiada pela Fapesc, startup catarinense fornece dados para acordos de cooperação internacional de governos e empresas

Divulgação: Global Data

Cooperação internacional é uma ferramenta importante para que órgãos públicos e instituições de pesquisa garantam desenvolvimento econômico e social. Mas essa troca de informações e conhecimento também vem se expandindo na iniciativa privada, especialmente com empresas de tecnologia. Pensando nesse mercado crescente, as catarinenses Júlia Koch e Júlia Mascarello criaram a startup Global Data, em Florianópolis, para mapear indicadores e ajudar no fechamento de acordos.

Segundo as duas sócias, a ideia da empresa começou em um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que tratava justamente de relações internacionais e ciência, tecnologia e inovação. Agora a empresa começa a avançar com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc).

“A Global Data surge nesse contexto de querer fazer uma intersecção entre as relações internacionais com a ciência, tecnologia e inovação e todas as possibilidades de melhorias econômicas e sociais que isso gera”, destaca Júlia Koch.

Júlia Mascarello explica o interesse dos países no crescimento gerado pela ciência, tecnologia e inovação (CTI), apesar de muitos deles não serem autossuficientes nessas áreas. “A gente vê cada vez mais aumentando esses acordos de cooperação, de intercâmbio entre países. Também entre empresas, entre governos e instituições de pesquisa”, completa.

Do problema à solução

Se o acordo de cooperação internacional é uma saída viável para desenvolvimento em CTI, a negociação desses termos pode ser um pouco mais problemática. É o que apontam as sócias da Global Data.

Segundo elas, o Brasil age ainda de forma muito reativa. Assim, espera que instituições ou países estrangeiros convidem para fazer parceria. Só então que se pensa em internacionalização.

Segundo Júlia Mascarello, o problema está na falta de informação. “Os países em desenvolvimento não conseguem aproveitar justamente porque não têm informação suficiente sobre o parceiro internacional, sobre o que ele pode oferecer e se realmente é o melhor para cooperar”, destaca.

É nesse sentido que a Global Data vai atuar: vai mapear os melhores países e parceiros para acordos de cooperação usando como base os indicadores nacionais e internacionais.

Primeiro trabalho

As jovens já tiveram o primeiro teste da metodologia que estão desenvolvendo na reunião de apresentação de indicadores do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) com representantes da Valônia, na Bélgica. A Global Data foi responsável por gerar os indicadores para a cooperação com dados tanto do Brasil quanto da região.

“Se você não tem esse tipo de informação, vai aceitar o que vier de pauta do outro lado. Não consegue estabelecer com tanta autoridade a agenda que é prioritária para o próprio Brasil”, destaca Júlia Koch.

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), Fábio Zabot Holthausen, e o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Amauri Bogo, também participaram desse encontro virtual. O Estado está habilitado a cooperar científica e tecnicamente com a região belga tanto para pesquisa como para troca de experiências na iniciativa privada.

Apoio da Fapesc

 A Global Data é uma das 314 participantes do Programa Nascer de pré-incubação de ideias, realizado em 15 cidades de Santa Catarina pela Fapesc e em parceria com o Sebrae/SC. No programa, cada grupo participante recebe gratuitamente suporte com mentorias, workshops e palestras com profissionais relevantes no mercado.

Segundo o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, um dos objetivos do Programa Nascer é justamente estruturar uma ideia ou um projeto vindo do meio acadêmico para transformá-lo em um negócio. “Tive oportunidade de conhecer o trabalho realizado pelas empreendedoras na reunião do Confap com os empreendedores e pesquisadores da Bélgica. Foi um excelente material produzido por elas, que foi elogiado pelos presidentes de várias fundações de amparo à pesquisa do Brasil. Fui tomado por um sentimento de orgulho perante meus pares por saber que aquele material foi produzido pelas empreendedoras catarinenses”, comenta.

O superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca, destaca que é necessário estimular a criação de novas empresas. “Empreender pode ser a alternativa para milhares de brasileiros enfrentarem esse momento de crise. Por meio dessa parceria, o Sebrae/SC vai garantir suporte aos empreendedores selecionados para que os seus negócios sigam o caminho do sucesso”, ressalta.

Segundo a gerente de Inovação da Fapesc, Gabriela Marger, essa é uma forma de impulsionar o início de uma trajetória empreendedora. “O Programa Nascer é uma importante oportunidade para quem quer empreender e gostaria de apoio para organizar sua ideia inovadora e desenvolver seu plano de negócio”, comenta.

Já o professor Luiz Salomão Ribas Gomez, criador da ferramenta exclusiva TXM Business, usada no Programa Nascer, e idealizador do Cocreation Lab, destaca a importância da pré-incubação para o desenvolvimento de projetos como o Global Data: “Mesmo as boas ideias precisam passar por diferentes processos para que sejam testadas e validadas. Assim, as empresas saem mais bem preparadas para o mercado, com mais chances de serem bem-sucedidas”, explica.

Júlia Koch e Júlia Mascarello esperam concluir a passagem pelo Programa Nascer com uma plataforma e uma metodologia de trabalho para auxiliar com informações que são “chave” para inserção internacional, seja de um órgão público ou de pesquisa, seja uma empresa privada. Depois, as sócias pretendem seguir para um processo de incubação e de aceleração para que a startup cresça.

Informações adicionais para imprensa:

Gisele Krama

Assessoria de Imprensa

Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC – Fapesc

E-mail: gisele@fapesc.sc.gov.br

Telefone: (48) 3665-4857 / 99122-2201

Site: www.fapesc.sc.gov.br