Com verba do Prêmio Stemmer, LABSOLDA amplia infraestrutura de Pesquisa e Inovação da UFSC

O Instituto de Soldagem e Mecatrônica (LABSOLDA), do Departamento de Engenharia Mecânica (EMC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), conquistou, em 2017, o segundo lugar do Prêmio Stemmer Inovação Catarinense, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC). Dois anos depois, o resultado da decisão de investir o recurso para renovar o layout das instalações poderá ser visto por todos durante a cerimônia de inauguração que acontece, nesta quinta-feira, dia 8 de agosto, às 16h.

“Recebemos recursos da FAPESC por termos conquistado o segundo lugar na categoria Instituição de CTI (Ciência, Tecnologia e Inovação) no Prêmio Stemmer Inovação Catarinense”, ratifica o Prof. Régis Henrique Gonçalves e Silva, supervisor do LABSOLDA. Ele também ressalta o apoio do EMC, nas etapas de planejamento e execução. A ampliação da infraestrutura de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação é complementada pelos investimentos da Petrobras em avançados sistemas tecnológicos.

Equipe recebendo o Prêmio Stemmer

O novo espaço de 140 metros quadrados se soma aos cerca de 676 metros quadrados já disponíveis no LABSOLDA e abrigará professores e pesquisadores – de alunos da Graduação com bolsas de Iniciação Científica até doutorandos.  Há salas especiais para equipamentos e instrumentos com os quais o laboratório realiza atividades de ensino e pesquisa de ponta, além de prestar serviços tecnológicos ao setor industrial.

A inauguração contará com a presença do presidente da FAPESC, Fábio Zabot Holthausen. Representantes da Petrobras também virão a Florianópolis para acompanhar o ato. Em julho, o LABSOLDA concluiu projeto ligado ao transporte de petróleo e gás. Demonstrações de processos de soldagem serão feitas na cerimônia de inauguração.

A pedido da Petrobras, pesquisadores do LABSOLDA desenvolveram novas tecnologias de soldagem que tornam mais rápido e eficiente o processo de “emendar” diferentes seções de tubos para construir tubulações de materiais não convencionais, como aços inoxidáveis, segundo o Prof. Régis, coordenador do projeto. Um dos produtos da pesquisa é o Módulo de Alimentação Dinâmica, que permitiu ao laboratório investigar e otimizar a aplicação de novas técnicas de soldagem usadas em etapas de construção de tubulações destinadas a conduzir petróleo, gás e derivados

Da investigação resultaram também teses de doutoramento, dissertações de mestrado e artigos em periódicos científicos, como exemplos de produção acadêmica. Haverá demonstração dos equipamentos na inauguração que inicia às 16hs da próxima quinta-feira, com término previsto para as 18hs

 

Mais de 40 anos de sucessos e inovações

 

A primeira patente de invenção concedida à UFSC foi registrada pelo Instituto de Soldagem e Mecatrônica (LABSOLDA), em 2000, cujos pesquisadores desenvolveram tecnologia inédita para recuperar, por soldagem, partes erodidas de turbinas hidráulicas da empresa Engie (antiga Tractebel).

 

Décadas antes, em 1976, o Prof. Jair Carlos Dutra havia defendido a primeira dissertação de mestrado no Brasil em Tecnologia da Soldagem. E desde 1974 o LABSOLDA vem aumentando a qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão no país, em áreas de conhecimento como ciência dos materiais, eletroeletrônica, projeto mecânico, mecatrônica e TIC, sem esquecer das tecnologias de soldagem.

 

Atualmente, sua equipe interdisciplinar reúne cerca de 45 pessoas, sendo 4 professores, 20 pós-graduandos, 22 graduandos e 3 técnicos-administrativos.

As principais linhas de P&D e Inovação são Processos de Soldagem a Arco, Fontes de Energia, Automação e Dispositivos Especiais, com presença nos setores de Geração de Energia, Petróleo e Gás, Agrícola, Aeroespacial, Naval e de Bens de Consumo.

 

Com o objetivo de formar engenheiros altamente qualificados e gerar inovações tecnológicas, o LABSOLDA adotou uma abordagem não ortodoxa no ambiente acadêmico brasileiro, configurada pelo desenvolvimento de equipamentos e instrumentação próprios. A arquitetura aberta permite alta flexibilidade, em relação a equipamentos comerciais. Essa estratégia tem assegurado ao LABSOLDA vários prêmios tecnológicos. Destacam-se como parceiros: RWTH, UFU, Universidad Antofagasta, Petrobras, Engie e Embraco. Como principais financiadores públicos do LABSOLDA figuram a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e agências de fomento como CNPQ, CAPES e FINEP.

Com informações e fotos de Heloisa Dallanhol

Coordenadora de Divulgação do Departamento de Engenharia Mecânica

 

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