Programa Economia Verde e Solidária é tema de dissertação de mestrado

Avaliar os resultados e processos do Programa Economia Verde e Solidária e analisar a eficácia dos resultados alcançados pelos 41 empreendimentos que receberam apoio do Governo do Estado: esses foram os objetivos da dissertação de mestrado de Maria Carolina Knabben, que coordenou o programa na FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) e acompanhou os projetos durante 4 anos. Ela defendeu sua dissertação na ESAG (Escola Superior de Administração e Gerência), da Universidade do Estado de Santa Catarina, no final de abril.

O programa investiu R$ 20 milhões em EESS (Empreendimentos de Economia Social e Solidária) que visassem a geração ou manutenção de trabalho e renda. Desses recursos, R$ 10 milhões foram aportados pela SDS (Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável) e o restante pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As regiões que mais tiveram EESS foram a região Oeste, com 16, e Norte, com 11. A análise mostrou que, das 41 cooperativas e associações, 34 utilizam resíduos para fabricar seus produtos, e, dos 1338 cooperados e associados, 704 são mulheres, ou seja, 52%.

A fim de determinar um índice de desempenho, a pesquisadora analisou os resultados dos EESS sob 4 aspectos: institucional, para verificar o fortalecimento e ampliação do empreendimentos; social, que avaliou o cooperativismo; ambiental, relacionado às externalidades positivas para o entorno das cooperativas; e econômico, que verificou a renda média e as oportunidades de trabalho dentro dos empreendimentos. Já os processos do programa foram avaliados em três eixos: institucional, social e econômico. “Essa avaliação somativa dos resultados tem o objetivo de determinar o valor ou qualidade do programa, e a avaliação formativa dos processos visa garantir informações para decisões futuras sobre a continuidade do programa”, explica a coordenadora.

Por ter mais indicadores analisados do que as outras, a dimensão institucional teve maior peso no Índice de Desempenho Global dos EESS na avaliação somativa, que ficou em 0,59, considerada média. Já na avaliação formativa, o desempenho ficou em 0,43 e foi considerado médio baixo. Essa análise leva em conta fatores como prazo de execução dos projetos, acompanhamento externo, número de convênios, capacitações, abrangência do programa e prestação de contas. Segundo a pesquisadora, esse índice é razoavelmente influenciado por externos ao programa e pelo desempenho baixo dos EESS em prestarem contas no prazo. “Os resultados mostram que os indicadores institucionais das duas dimensões podem ser mais explorados caso haja uma nova edição do Programa EVS”, conclui. Como recomendação, ela destaca a inclusão de uma fase de avaliação quando um novo programa for formulado, além de apontar a necessidade de outros programas e políticas públicas para atender as demandas e suprir as carências dos Empreendimentos de Economia Social e Solidária catarinenses.

 

Fonte: Coordenadoria de Comunicação da FAPESC