De bolsas a eventos, da pesquisa à inovação, FAPESC retoma protagonismo na ciência catarinense

A FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina)  chegou ao centésimo dia da gestão do Governador Carlos Moisés cumprindo metas e expandindo o horizonte catarinense em termos de CTI (Ciência, Tecnologia e Inovação).

Só em bolsas a Fundação repassou R$1,5 milhão, de janeiro ao corrente mês de abril, valor que tem garantido renda mensal a 569 pessoas, na maioria pesquisadores ou estudantes de pós-graduação, mas também técnicos e beneficiários de programas como Talentos Inovadores e Sinapse da Inovação. As teses de doutoramento e dissertações de mestrado resultantes dos investimentos em bolsas contribuem ao avanço da ciência e mesmo à resolução de problemas que afetam milhões de cidadãos catarinenses.

Em outra frente, a FAPESC anunciou, em março, 20 propostas selecionadas no edital Apoio a Projetos de Pesquisa Aplicada do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina). Algumas são voltadas a fomentar vocações regionais, como aquela que valoriza o queijo artesanal obtido a partir de leite cru e queijo colonial de leite pasteurizado produzido no extremo-oeste catarinense; outras, têm aplicação em todo o estado, como o Projeto de desenvolvimento de medidor wireless autônomo de consumo de água.

As propostas foram submetidas por servidores e pesquisadores do IFSC, que disponibilizou R$ 400 mil do próprio IFSC para a chamada e confiou sua operacionalização à FAPESC.  Vale lembrar que cabe à FAPESC as operações de duas chamadas da UDESC, voltadas à pesquisa na instituição. Juntas, elas somam R$2 milhões oriundos do governo estadual.

Desdobramentos

O primeiro edital lançado pela FAPESC em 2019, relativo ao Proeventos Fase I, recebeu 56 propostas das quais 42 foram aprovadas ainda em abril e vão viabilizar 42 eventos técnico-científicos entre 1 de maio e 31 de julho de 2019. Seus desdobramentos incluem a publicação de anais e livros eletrônicos que disseminam resultados de pesquisa muito além das centenas de participantes de cada evento.

Também a fim de mostrar ao público os resultados do Tecnova, programa da Finep operado localmente pela FAPESC, já foram promovidos 6 de uma série de 7 eventos programados para diversos municípios catarinenses. Em 53 projetos, foram investidos cerca de R$23 milhões e muitas das micro e pequenas empresas contempladas já pagaram, em impostos, valores acima dos recebidos dos governos estadual e federal.

Após consolidar parcerias  e promover a capacitação de colabores para operar novos editais, a FAPESC lançará, nos próximos meses, as chamadas públicas do Tecnova II e o do Centelha, este último criado pelo MCTIC/FINEP para estimular a criação de empreendimentos inovadores, principalmente os de base tecnológica. Vale lembrar que o Centelha foi inspirado, entre outros, no Sinapse da Inovação, que vem transformando ideias em negócios. Desde 2008, mais de 400 empresas foram criadas em Santa Catarina, gerando aproximadamente 1700 empregos diretos. A sexta edição do programa está em andamento após chamada pública que disponibilizou R$ 60 milhões aos autores das melhores propostas de produtos ou processos inovadores, viabilizando projetos de 98 empreendedores.

Cooperação científica

Formar parcerias científicas entre pesquisadores de instituições do Reino Unido e pesquisadores brasileiros  sediados no território catarinense  é o objetivo principal da segunda chamada pública lançada em 2019  pela FAPESC, em fase de avaliação. Ela permitirá a vinda de britânicos para ajudar a internacionalização da pesquisa brasileira por meio do repasse de R$45 mil.

Ainda na área internacional, a FAPESC repassou  R$ 8mil de um total de R$ 50 mil na forma de bolsa de Pesquisa para Doutorado Sanduíche na Itália, para execução do projeto intitulado Fatores potencializadores da participação cidadã em transformações urbanas. O benefício foi aprovado no Edital Mobility CONFAP Italy 2018.

Por conta de outro edital, o Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Camboriú e a Universidade de Bedfordshire promoveram no dia 7 de março o primeiro workshop gratuito sobre Implementação de soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável da Pesca e Aquicultura artesanais em Santa Catarina, estado que é destaque a nível nacional nas duas áreas.

Sob nova direção

Transcende as fronteiras estaduais a atuação do presidente da FAPESC, Fábio Zabot Holthausen, que tomou posse no dia 7 de janeiro (na foto, com o Governador Carlos Moisés , a Vice-governadora Daniela Reinehr e o Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino).

Em 3 visitas a Brasília, o Presidente conseguiu sensibilizar autoridades que podem ajudar a Fundação a ter o protagonismo desejado, entre elas o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes; o Presidente da CAPES, Anderson Correia Ribeiro; e o  Presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico), João Filgueiras de Azevedo.

O astronauta Marcos Pontes retribuiu a visita voltando a Santa Catarina em março, pela segunda vez desde que assumiu o MCTIC. Pontes frisou que o modelo catarinense de inovação deve ser estendido a todo país e prometeu apoio aos Centros de Inovação previstos para o território catarinense.

Em resumo, a FAPESC está plenamente alinhada à política do Governo do Estado como um todo, e em particular, à da SDS (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável).

Fonte: Coordenadoria de Comunicação da FAPESC