Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional é tema de evento apoiado pela FAPESC

O 9º Encontro Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional será aberto no dia 14 de maio, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da  Universidade Federal de Santa Catarina, e reunirá cerca de 100 pesquisadores inscritos para apresentação de comunicações orais e pôsteres, vindos de praticamente todos os estados o Brasil, mas sobretudo do Sul e do Sudeste. O evento tem o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) e ainda da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Edital Memórias Brasileiras – Biografias por meio do projeto Afrodescendentes na Região Sul.

Por muito tempo o sul do Brasil foi retratado como uma região de forte imigração europeia onde a presença escrava se fez sentir em menor escala do que em outros lugares do país. Nas últimas décadas, no entanto, as pesquisas sobre a escravidão e os significados da liberdade começaram a prestar atenção no mundo que existia para além das grandes plantações e os grandes centros urbanos escravistas do Sudeste e do Nordeste, descobrindo o enorme potencial de pesquisa daquelas áreas consideradas à margem da escravidão.

Desde a sua primeira edição, em 2003, o Encontro Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional se tornou o espaço em que a  produção histórica sobre a escravidão e a liberdade no sul do Brasil expôs seus resultados e atualizou a sua discussão. Nesses 16 anos, o Encontro  se consolidou como o principal evento na área de estudos sobre a escravidão e o pós-abolição em todo o Brasil, aproveitando o crescimento e o amadurecimento da área. Isso aconteceu em um período de expansão do sistema universitário e dos programas de pós-graduação no país e de grande investimento público em pesquisa.

A renovação é notável, pelo movimento de expansão das fronteiras geográficas internas e externas das pesquisas, pela busca de novas temáticas e, sobretudo, pelo perfil dos pesquisadores. A história da escravidão continua relevante e incontornável para o entendimento do Brasil. Mais de 130 anos depois da abolição da escravidão, só cresce a importância de se pesquisar o tráfico atlântico e interno, o trabalho nas diferentes atividades e regiões, a família, a cultura e o associativismo, a resistência à escravidão e à discriminação racial, a religiosidade, a classe senhorial e a política, as alforrias, a legislação, o abolicionismo e as trajetórias individuais e coletivas de africanos e seus descendentes e suas lutas por dignidade.

Até dia 18, o 9º Encontro terá 27 sessões de apresentações de trabalhos, além de duas conferências e duas mesas redondas. Entre as atividades do evento estão ainda: apresentação de banners de estudantes de graduação, lançamento de livros, e roteiros históricos relativos à presença de africanos e afrodescendentes na região conduzidos pelos integrantes do Programa Santa Afro Catarina de educação patrimonial.

Como nas outras edições, o Encontro é promovido em colaboração pelos Programas de Pós Graduação em História da UFSC, da UFRGS, da UFPR, da UNESP-Assis e da UNIFESP, por meio de seus professores que são integrantes do Grupo de Pesquisa do CNPq “A experiência dos africanos e seus descendentes no Brasil”. Os Anais desse Encontro, assim como dos anteriores, ficam disponíveis na página http://www.escravidaoeliberdade.com.br/

 

 

 

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