Fapesc marca presença em evento de internacionalização de empresas

O Fin Business Forum, realizado em Florianópolis na última semana, contou com estande da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina  (Fapesc). Lá, empresários e participantes puderam conhecer os programas e incentivos de  desenvolvimento de novos negócios, tecnologias e inovações em Santa Catarina oferecidos pela fundação.

Além do estande, a Fapesc também teve participação especial em dois momentos do evento. Primeiro, o presidente da fundação, Fábio Zabot Holthausen, intermediou o Fórum Energias Limpas, com palestrantes do Brasil e do exterior. 

Em seguida, Holthausen participou da palestra do evento paralelo TXM Summit para mostrar a importância dos fomentos para viabilizar ideias inovadoras e a transformação em novos negócios. 

A Fapesc é uma das apoiadoras da Fin, organizada pela Câmara Brasil-Portugal. “O objetivo da fundação é ajudar a gerar negócios entre as empresas catarinenses e o mercado europeu. Em breve, vamos lançar um edital próprio de internacionalização”, antecipa o coordenador de projetos de inovação da Fapesc Henrique Bez. “O mercado de tecnologia tem uma regra que se você não for global, de nada adianta tentar porque teus clientes estão pelo mundo inteiro, não somente aqui na tua região” completa. 

A equipe da Fapesc também interagiu com empresas participantes de outros estandes, que foram parceiras de programas da fundação, como Mulheres+Tec (de incentivo ao empreendedorismo feminino na área de tecnologia) e Acelera Startup SC (para apoiar as empresas participantes do programa Startup SC). 

“Nosso objetivo aqui é entender se a Flégui, essa solução que potencializa a felicidade e o engajamento, faz sentido para outros países. A gente veio para se conectar, para fazer perguntas, para ouvir e realmente entender se podemos gerar valor em outros países”, explica a sócia da empresa de desenvolvimento pessoal, Joice Ruwer Valar, de Chapecó. 

A empresa de Joice foi contemplada na última edição do Mulheres+Tec. “A gente está superfeliz com a procura, com a curiosidade das pessoas com essa bandeira que a gente levanta para empresas mais humanas e felizes”, comemora. 

Também do Oeste, de São Miguel do Oeste, a empresa Iopoint estava com estande na Fin. “Um dos maiores desafios para ingressar neste mercado internacional realmente é o conhecimento. As pessoas não sabem onde buscar esse conhecimento e aí, quando vão se aventurar, falta documentação; o investimento é muito alto porque não sabem os meios. Uma feira como essa acaba aproximando o pessoal que não conhecia esse mercado”, destaca Patrik Tarouco, sócio-fundador da da empresa de ponto eletrônico inteligente, contemplada na primeira edição do Acelera Startup SC, programa da Fapesc que está com inscrições abertas neste momento. 

Evento aproxima Santa Catarina e o mundo

A Fin Business Forum foi o ponto de partida para negociações que devem levar empresas, produtos e serviços do Estado para além fronteiras. As discussões da primeira edição nacional da Fin Business Forum mostraram que o futuro do comércio internacional será marcado pela inovação e pelo compromisso com a sustentabilidade ambiental. Durante os dois dias de atividades da Feira, representantes de 16 países e mais de 30 expositores estiveram em Florianópolis. 

“O recado foi dado: precisamos criar e pensar produtos e serviços de forma global, comprometidos com as futuras gerações. Não basta gerar negócios, é preciso impactar para transformar positivamente o país, a cidade, a localidade”, diz Jatyr Ranzolin Jr, organizador da Feira e presidente da Câmara de Comércio Indústria e Turismo Brasil-Portugal SC.

Um dos negócios apresentados foi o sistema Effatha Agro, que promove via satélite estímulos nutricionais para as plantas, aumentando a produção da lavoura de grãos em até 40%. A tecnologia consiste no estímulo da vibração dos átomos de carbono, nitrogênio e potássio da planta, sem qualquer impacto ambiental.

“Hoje, 35% das pessoas estão dispostas a pagar mais por produtos sem agrotóxicos. Além de produzir mais, a inovação gera valor agregado para o agricultor, que ganha competitividade internacional pela preservação ambiental, podendo ser revertido em créditos de carbono, que é altamente valorizado por países desenvolvidos”, explica o CEO da Skoin, Marcelo Ferreira, empresa Norte Americana que utiliza a tecnologia Effatha.

O evento serviu para marcar o início de negociações que podem prosperar no futuro. Uma delas envolve a prefeitura de Florianópolis e a província de Maputo, em Moçambique. “Temos 200 quilômetros de litoral e estamos levando para casa a inteligência de captação turística de Santa Catarina. Pretendemos potencializar a economia local nas áreas de gastronomia, hotelaria, preservação ambiental e práticas esportivas”, diz a presidente da comitiva de Maputo, Camila Esteves.

O presidente do Instituto Brasileiro Jovem Exportador, Ronan Pires, destacou a aproximação com a Câmara de Comércio do Canadá. “Os canadenses se comprometeram a nos apoiar com orientações sobre os critérios para exportação de produtos como embalagem, marca e abordagem comercial”.

“Estamos felizes pela volta da realização dos eventos presenciais porque é olhando no olho das pessoas que fazemos negócios. Convidamos agora os empresários brasileiros para serem nossos parceiros na feira a ser realizada em Portugal”, diz o presidente da AJEPC, Alberto Carvalho Neto.

*Com informações da assessoria de imprensa da FIN