Retrospectiva 2018: R$ 6 milhões para pesquisas sustentáveis sobre carvão

O Programa de Valorização do Carvão Mineral investe por ano uma média de R$ 1,2 milhão em programas e projetos estratégicos relacionados ao uso do carvão mineral catarinense, com foco na mitigação das emissões de gases de efeito estufa. Algumas das ações realizadas com recursos públicos foram listadas no Relatório de Atividades 2015-2018 da FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina).

O Programa contempla propostas de entidades privada sem fins lucrativos ou entes da federação, com sede na região da Bacia Carbonífera, que visam implantar estrutura física e desenvolver atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação que visem o desenvolvimento sustentável do setor de mineração do carvão catarinense.

Pesquisadores do Núcleo de Conversão Energética Limpa fazem treinamento de análise térmica simultânea no programa de captura de CO2. A emissão desse gás nas atividades ligadas ao carvão pode ser reduzida graças à sua captura e armazenamento.

Cerca de 80% dos recursos do Fundo do Carvão são destinados à pesquisa, e os 20% restantes são destinados a bolsas para alunos carentes de Colégios e Universidades da região carbonífera (UNISUL, UNESC e SATC). A SATC realiza anualmente desde 2016 o Workshop de Iniciação Científica, no qual os bolsistas apresentam seus trabalhos relacionados à cadeia produtiva do carvão, como extração, beneficiamento e conversão.

Com recursos R$4,4 milhões da FAPESC, foi inaugurado em 2017 o Laboratório de Captura de CO2, terceiro prédio do complexo do Parque Tecnológico da SATC. Em 2015 já havia sido inaugurado o Laboratório de Combustíveis Sólidos, que também teve ajuda da FAPESC (R$ 1,2 milhão), FINEP (R$ 1,28 milhão) e SATC (R$ 1,3 milhão).

Fonte: Coordenadoria de Comunicação da FAPESC