Retrospectiva: Empresários receberam subvenção dos governos estadual e federal

No último quadriênio, o programa TECNOVA investiu R$ 22,6 milhões para aumentar a competitividade de 53 micro e pequenas empresas de Santa Catarina, nas áreas de saúde, tecnologias da informação e da comunicação, energias renováveis e cadeia de petróleo e gás.  Cada uma delas recebeu em média R$ 426 mil após terem sido selecionadas por meio de chamada pública conjunta (aproximadamente 7,5 milhões da FAPESC e 15 milhões da FINEP).

José Maria Mascheroni, da Alkimat Tecnologia Ltda, situada em São José, projetou e fabricou o LaserFunde, uma impressora 3D de metais e polímeros pelo método SLM/SLS (Selective laser sintering/melting ). O aparelho reduz o desperdício de energia e materiais, diminuindo a quantidade de sucata decorrente da fabricação e possibilitando maior customização de máquinas fornecidas, além da redução no tempo de produção. “Um equipamento como este está apto a atender um público variado, pois abre a possibilidade de produção de próteses e implantes dentários, todos personalizados de acordo com antropometria do paciente”, diz Mascheroni, responsável direto pelo desenvolvimento e colocação no mercado dos primeiros equipamentos de corte e gravação Laser fabricados no Brasil.

A Alkimat fez a logomarca da FAPESC em seu protótipo de impressora 3D.

Durante o andamento do TECNOVA, foram realizadas visitas técnicas a fim de garantir o cumprimento das metas e o bom uso dos recursos públicos. Elas foram repetidas em 2018, depois de concluídos os projetos. Entre eles, merece destaque o sistema criado pela SensorWEB, empresa de Florianópolis, cujo objetivo é automatizar a medição e o monitoramento de temperaturas em câmaras frigoríferas e de vacinas, bancos de sangue e até em supermercados, e salvar esses dados em nuvem em tempo real.

“A SensorWEB oferece uma função simples para monitorar temperatura em câmaras de refrigeração de diversos tipos, que muitas vezes os profissionais no local realizavam manualmente ou não conseguiam executar por ser um aparelho complexo. A empresa é especialista na automação desse processo”, relatou a gerente técnico-científica da FAPESC, Deborah Bernett. Em 2016, a SensorWEB venceu o prêmio da ANPROTEC como melhor empresa incubada do Brasil, quando ainda operavam no MIDI Tecnológico, incubadora da ACATE.

Vale lembrar que Santa Catarina foi o primeiro estado a lançar chamada pública para o programa, em agosto de 2013. Foram parceiros da FAPESC no programa: SEBRAE/SC, ACATE, FIESC, IEL/SC, SENAI/SC, BADESC, BRDE, I3, RECEPETI e CERTI. Em 2018 a FINEP selecionou parceiros em todo o Brasil apra lançar uma segunda chamada do TECNOVA, e a FAPESC está entre os selecionados. Caso seja lançada chamada, o aporte total deverá ser de R$ 7,5 milhões, sendo R$2,5 milhões da FAPESC e o restante da FINEP.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação da FAPESC