Sinapse da Inovação inspira programa nacional de empreendedorismo

Representantes da FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) e de instituições similares de 14 unidades da federação, pretendem estender a todo o país um programa que nasceu em Santa Catarina. O Sinapse da Inovação já está em sua quinta edição neste estado, e na primeira nos estados do  Amazonas e Espírito Santo. Algo similar deve inspirar um programa nacional voltado para o empreendedorismo de base tecnológica, que começou a ser esboçado no dia 9 de fevereiro, em reunião promovida pelo MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicação) e CONFAP (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Apoio à Pesquisa).

Desde o seu lançamento, em 2008, até a 4ª edição – encerrada e com dados sistematizados –, o Sinapse da Inovação apoiou a criação de 294 empresas no território catarinense, das quais 83% estão ativas no mercado com um faturamento estimado em mais de R$ 120 milhões (2014). As empresas criadas geraram 1200 postos de trabalho altamente qualificados, já depositaram pelo menos 94 patentes e geraram 259 relações de parcerias com universidades, grandes empresas e entre as próprias empresas geradas no programa.

O programa já envolveu mais de 28 mil cidadãos catarinenses, entre proponentes de ideias, avaliadores e visitantes do Portal Sinapse da Inovação, atingindo 262 municípios do estado e disseminando a cultura empreendedora em Santa Catarina. Também usando a metodologia da Fundação CERTI, Amazonas e Espírito Santo estão apostando no Sinapse para transformar boas ideias em negócios. No encontro realizado em Brasília, representantes de FAPs e entidades nacionais de fomento à pesquisa e inovação analisaram esse e outros modelos de empreendedorismo de base tecnológica existentes ou aplicáveis ao Brasil.

“Se tivermos condição de colocar o que se propõe em marcha, teremos cumprido nosso dever. Fala-se muito da economia, mas temos no conhecimento, nossa grande possibilidade. Os grandes investimentos do mundo caminham nessa direção”, disse Sergio Gargioni, presidente do CONFAP e da FAPESC (à esquerda na foto).

 

 

Diante dos progressos feitos pelo grupo no dia 9, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações e Comunicação, Gilberto Kassab, espera “que esse possa ser um fórum permanente, reunindo-se presencialmente e virtualmente, com o apoio das agências de pesquisa. Somando esforços podemos ter de fato uma política de Estado”, afirmou.

Além dos presidentes das FAPs, participaram do workshop representantes da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), além do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Fonte: Coordenadoria de Comunicação da FAPESC, com dados da FAPDF e MCTIC