Veleiro para pesquisa construído com apoio do Governo do Estado foi lançado ao mar nesta quarta-feira

O Veleiro Eco, construído e projetado no Sapiens Parque por alunos, professores, técnicos e engenheiros da UFSC, foi lançado ao mar na manhã desta quarta-feira, 6 de setembro,em estaleiro que fica sob a cabeceira da ponte Hercílio Luz, na parte continental de Florianópolis. Essa é a primeira embarcação catarinense que será usada em expedições e pesquisas oceanográficas no Brasil. Foram investidos R$ 2,3 milhões sendo R$ 210 mil do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

A embarcação foi construída no Sapiens Parque, no Bairro Canasvieiras, em Florianópolis e foi transportada por uma carreta até o estaleiro. Com  5,2m de altura, 20m de comprimento e 5,4m de largura, uma logística foi preparada com uma equipe de apoio que seguiu na frente da carreta retirando ou deslocando obstáculos, a exemplo de sinalizações e fiações.

Na água serão realizados alguns testes para depois seguir até uma marina em Biguaçu, onde será instalado o mastro e a finalização dos testes. Está previsto seguir para Itajaí no dia 30 de setembro e em 3 de outubro haverá a solenidade de batismo com o lançamento oficial do Veleiro ECO UFSC. A sua primeira expedição tem destino às Ilhas São Paulo, São Pedro e Trindade.

Com 60 pés, o Veleiro é feito de alumínio naval, soldado com tecnologia TIG e MIG de última geração, sendo grande parte por métodos automáticos. Terá capacidade de hospedar comodamente até dez pessoas, entre pesquisadores e tripulantes. Possui características de segurança e navegabilidade, permitindo expedições científicas de grande porte, incluindo as polares, particularmente a Antártica. A quilha retrátil permitirá ainda a navegação em águas rasas de mangues e estuários de rios, áreas pouco exploradas pelas ciências nacional e internacional.

O projeto tem recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

“Valeu a pena o investimento do Estado neste projeto de vanguarda, e inédito, pois a Universidade Federal passa a ser a única do país a ter um veleiro deste tipo para expedições científicas. O foco vai ser tratar do lixo plástico no oceano, um grande problema mundial. Ele vai se integrar a um projeto internacional, o Atlantic International Reseach Center (AIR Center), organização científica internacional voltada à pesquisa no Oceano Atlântico”, disse o presidente da FAPESC, Sergio Gargioni. Ele havia assinado, em Lisboa,  julho passado, a Declaração de Belém para Pesquisas no Oceano Atlântico e Cooperação em Inovação. No mesmo sentido, contribuiu, junto com a Secretaria Executiva de Assuntos Internacionais, para que Florianópolis fosse escolhida para sediar reunião sobre o AIR Center em novembro próximo.

 

Batismo em Itajaí

No dia 30 de setembro, o Veleiro ECO parte para Itajaí onde no dia 03 de outubro ocorre a solenidade de batismo e o lançamento oficial do Veleiro ECO UFSC. De Itajaí vai para a primeira expedição com destino às Ilhas São Paulo e São Pedro e Trindade.

O Veleiro ECO, primeiro veleiro de expedições e pesquisas oceanográficas do Brasil, é também o primeiro e único veleiro projetado e construído por uma universidade brasileira, a Federal de Santa Catarina. O projeto iniciou em 2012 com o objetivo de aprimorar e expandir as pesquisas oceanográficas do país.

Com 60 pés, o Veleiro é feito de alumínio naval  – 5083 H116, soldado com tecnologia TIG e MIG de última geração, sendo grande parte por métodos automáticos. Terá capacidade de hospedar comodamente até dez pessoas, entre pesquisadores e tripulantes.

Possui características de segurança e navegabilidade, permitindo expedições científicas de grande porte, incluindo as polares, particularmente a Antártica. A quilha retrátil permitirá ainda a navegação em águas rasas de mangues e estuários de rios, áreas pouco exploradas pelas ciências nacional e internacional.

O Veleiro ECO vem para ampliar e aprimorar a pesquisa marítima brasileira, incluindo soluções em robótica, estudos sobre as mudanças climáticas no oceano, tecnologias na área de óleo e gás, monitoramento e apoio à exploração sustentável da biodiversidade e contribuições para a preservação da nossa Amazônia Azul.

Todo o trabalho de campo será realizado a bordo do Veleiro com uma equipe de pesquisadores de universidades nacionais e internacionais, das áreas de Oceanografia, Biologia, Ecologia e Engenharia. A embarcação possui recursos como laboratórios para que as primeiras análises sejam imediatamente realizadas.

O projeto tem recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O apoio da FAPESC totaliza R$210 mil, sendo R$150 mil na primeira etapa do projeto, e R$60 mil investidos neste ano.

 

Fonte: SECOM SC e Divulgação Veleiro ECO

Fotos: Divulgação Veleiro ECO