WaveTech bate metas propostas pelo Tecnova

Começaram as últimas visitas técnicas que servirão para prestar contas sobre recursos investidos em empresas no âmbito do programa Tecnova, operada localmente pela FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina). Representantes deste órgão do governo estadual estiveram no dia 29 de abril na WaveTech Soluções Tecnológicas, que recebeu R$600 mil para desenvolver partes de um aparelho auditivo com tecnologia nacional, para ser disponibilizado inclusive por meio do SUS (Sistema Único de Saúde).

“Não há na América Latina quem desenvolva e fabrique aparelhos de Amplificação Sonora Individual, só montadoras. E as mais ou menos 30 marcas existentes no mundo, hoje agrupadas em quatro holdings, têm preços variam de 3.500 a 28 mil reais, acessíveis somente às classes A e B”, diz Guillaume Barrault, diretor da WaveTech, que segundo ele, pratica preços menores para atender também a quem tem menor poder aquisitivo.

A Organização Mundial da Saúde estima ainda que a demanda seja de 30 milhões de aparelhos auditivos por ano nos países em desenvolvimento e que apenas 2,3 % desta demanda é atendida. No Brasil, há quase 10 milhões indivíduos com problemas de audição, segundo dados do IBGE (Censo de 2010).

“A pessoa que tem deficiência auditiva pode ser excluída socialmente. Ou, por não poder participar de conversas, ela mesma se isola”, pondera o engenheiro eletrônico, Alexandre Ferreira, diretor técnico da empresa sediada em Florianópolis (na foto abaixo). A negação da perda de audição é uma das reações mais comuns, com alegações de que os outros não articulam bem as palavras, falam baixo ou rápido demais. Além disso, quando ocorre gradualmente, a limitação não é percebida pelo próprio indivíduo. A perda auditiva, portanto, não se concentra apenas no âmbito da comunicação, mas constitui em uma perda social e emocional, afetando inclusive a economia nacional ao reduzir o rendimento do trabalhador ou aluno afetado.


6 anos de evolução

Desde sua criação, em maio de  2012, a área da WaveTech cresceu mais de 10 vezes:  de 30 metros quadrados foi para  317 metros quadrados, sempre no prédio CELTA, onde também funciona a FAPESC. Criou 3 famílias de dispositivos que conseguem atender a 95% dos casos de problemas auditivos, com nomes de empreendedores Brasileiros: Dumont, Landell e Maua.  Os aparelhos estão disponíveis em dois tamanhos, acoplados a um software de adaptação da perda, capaz de atender demandas do mercado privado e portarias do SUS. “Isso tudo com design moderno e discrição”, acrescenta Guillaume Barrault, engenheiro eletrico com ênfase em sistemas mecânicos pelo Institut Superieur d´Eletronique du Nord (França), Mestrado em Engenharia Oceânica com ênfase em processamento de sinais e imagem voltado a sistemas mecatrônicos (sonar) pela Florida Atlantic University e doutorado em Engenharia Mecânica (área de vibrações e acústica) pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

 

“A empresa comprovou ter realizado, de maneira exemplar, todas as atividades a que se propôs, alcançando os objetivos e metas inicialmente previstas. Mais do que
cumprir o plano de trabalho na sua totalidade, a empresa conseguiu
apresentar um produto genuinamente inovador, composto por tecnologias –
hardware e software – completamente nacionais, com diferenciais
competitivos que o destacam em relação ao mercado, que é dominado por
poucas grandes empresas estrangeiras. O projeto é um caso de sucesso,
onde a inovação foi desenvolvida considerando aspectos tanto técnicos,
quanto mercadológicos”, conclui Fernando José de Souza, coordenador do Tecnova na FAPESC.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação da FAPESC

Fotos: Heloisa Dallanhol