WaveTech recebe autorização para comercializar produto criado no TECNOVA

A empresa WaveTech, incubada no Celta, recebeu autorização da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comercializar o aparelho auditivo que foi criado com auxílio do programa TECNOVA, operado pela FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) e FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). A WaveTech existe desde 2012 e passou a receber, em 2014, R$ 600 mil para desenvolver o protótipo.

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O dispositivo é precursor no mercado por não utilizar fios na integração de suas partes e seu software é compatível com a plataforma utilizada pelos demais produtos da linha. Além disso, seu design mais discreto e moderno permite que o aparelho seja mais competitivo. Com o auxílio do TECNOVA, a WaveTech pôde desenvolver dois tamanhos de protótipos e fazer melhorias. “O TECNOVA para nós foi um fôlego muito importante, pois permitiu o nosso investimento em infraestrutura da empresa e torná-la ainda mais competitiva”, diz Guillaume Barrault, um dos sócios da empresa.

A WaveTech recebeu a autorização da ANVISA para comercializar o produto em dezembro de 2016. A maior perspectiva agora é entrar no mercado privado e atender à demanda da PDP de aparelhos auditivos (Parceria para o Desenvolvimento Produtivo), da qual faz parte com a Amplivox e o LAFERGS (Laboratório do Estado do Rio Grande do Sul). O termo de compromisso da PDP para produzir cerca de 80 mil dispositivos foi assinado em dezembro, em evento do GECIS (Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde), ligado ao Ministério da Saúde.

A produção representará 50% das aquisições do SUS (Sistema único de Saúde), equivalendo a R$ 60 milhões. O projeto foi o único aprovado em 2015, entre propostas de laboratórios oficiais na área de produtos para a saúde que não são medicamentos. Serão produzidos três tipos de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) Retro Auricular e outros três intra-auriculares. O SUS é o maior comprador único de aparelhos de auditivos, adquirindo por ano de 180 mil a 230 mil unidades.

 

Fonte: Coordenadoria de Comunicação da FAPESC