Bolsista da Fapesc ganha prêmio nacional de melhor dissertação na área da zootecnia

A zootecnista Mayla Regina Souza, bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), venceu o prêmio Nicolau Athanassof de melhor dissertação defendida em 2019, concedido pela Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ). O trabalho foi desenvolvido no Centro de Educação Superior do Oeste (CEO), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

“Não é um prêmio só da Mayla. É da Udesc, dos professores, dos meus orientadores e da Fapesc, que me financiou todo esse tempo. É um prêmio conjunto” avalia a pesquisadora.

Mayla afirma que a bolsa de mestrado da Fapesc foi fundamental para a realização do trabalho. “Consegui me manter durante o mestrado, estudar melhor, viajar e fazer diversos cursos. Também cursei inglês por um período. A bolsa é primordial para que o aluno possa se capacitar ainda mais durante o mestrado. Se não fosse por ela, não teria conseguido realizar todas as oportunidades, cursos e aperfeiçoamento” confirma.

Em nome da fundação e da comunidade de CTI do Estado de Santa Catarina, o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, parabenizou a pesquisadora. “Essa conquista nos orgulha e nos motiva, cada vez mais, a buscarmos apoiar ações de pesquisa e inovação aliadas, inclusive, com a formação de pessoas como a Mayla. O reconhecimento dos resultados e dos impactos dos estudos é um indicador de sucesso de nossa atuação enquanto Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação e demonstra o envolvimento e engajamento de todos os atores que participam deste ecossistema de CTI do Estado. Parabéns para todos.”

A dissertação “Estudo do transcriptoma relacionado à ocorrência de hérnias umbilicais em suínos”, orientada pela professora Mônica Corrêa Ledur, foi defendida em julho de 2019. Foi escolhida pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Udesc para concorrer ao prêmio, que é uma das maiores honrarias na área de zootecnia. A escolha da SBZ foi divulgada no início de dezembro desde ano.

O trabalho buscou identificar genes envolvidos com o desenvolvimento de hérnias umbilicais em suínos. A doença gera prejuízos para o produtor porque os animais muitas vezes não ganham peso suficiente ou até morrem. A pesquisa ganha relevância pelo tamanho do mercado – Santa Catarina é o maior produtor nacional de suínos e, neste ano, atingiu US$ 1 bilhão em exportações, a sua maior marca da história.

O último parágrafo da dissertação sintetiza a pesquisa. “Os resultados encontrados no nosso estudo confirmam que as hérnias umbilicais possuem caráter genético, não apenas ambiental e isto gera a perspectiva de que futuramente seja possível a identificação de animais portadores de alelos [que são as formas dos genes] relacionados à ocorrência desta patologia. Com isso, seria possível uma seleção mais efetiva, buscando diminuir a ocorrência das hérnias umbilicais na produção de suínos.”

Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapesc, Amauri Bogo, o investimento em pesquisa traz importantes resultados para o Estado. “A fundação cumpre esse papel de formar novos pesquisadores, que se tornam destaques em suas áreas. O prêmio reconhece o esforço de uma jovem, um talento catarinense, que tem um papel importante na busca de soluções para os nossos desafios. Parabenizamos esse trabalho”, destaca.

Atualmente, Mayla Regina Souza é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e continua estudando melhoramento genético de suínos.

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Maurício Frighetto
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